De todas as tranqueiras materiais que cercam a minha vida, tem apenas três que eu curto ou me apego: minha casa, os livros e a minha bicicleta.
Comprei minha bicicleta em 2000, uma Gary Ficher, quadro cromo molibdênio, e nela, sei que não é muito, pedalei uns 8000 km.
Fico matutando o porquê tenho tanta paixão por esta bicicleta. Um dia vou pegar a minha amiga psicóloga, a Bia, que curiosamente é Santiaguense e pedir para ela analisar. Sei que ela coçará o queixo, como sempre faz e na sua solenidade terapêutica não dará declarações reconfortantes, algo do tipo: que sou um retardado infantilizado, que a bicicleta representa algum lado obscuro de minha vida ou que Freud ainda acabará por explicar.
Pesquisando no Google sobre esta paixão acabei me deparando com um blog do Denis Russo Biergman sobre um livro: Diários de uma Bicicleta de David Byrne.
Vou procurar o dito livro! Mas vamos a citação:
“Byrne começa o livro dizendo que, do selim da bicicleta, temos uma perspectiva diferente do mundo. Mais rápido que um pedestre, mais lento que um trem, ligeiramente mais alto do que uma pessoa. Dessa perspectiva vemos algo que não se vê de outro modo, temos portanto uma compreensão um pouco diferente do mundo. Pedestres não chegam a lugar nenhum, motoristas apenas passam pelos lugares sem se relacionar com eles. Ciclistas combinam alcance (dá para pedalar 100 quilômetros num dia) com profundidade (dá para papear com todo mundo no caminho).”
Cicloviajar é ver o mundo em 360 graus no silêncio ou no ruído que o meio propicia. Você é um voyeur da paisagem e ator ou co-participante das ocasiões que se desenrolam ao longo da viagem. É um objeto de admiração daqueles que sabem que você chegou pelo seu próprio esforço, não importa aonde ou de onde.
A bicicleta tem o fascínio dos antigos trens. Você a entende é puro hardware. Você a regula conserta e a adéqua a sua comodidade ou a seus objetivos. Não importa quantas bicicletas existam do mesmo modelo que a sua, você sabe que enquanto ela é sua, é única.
A bicicleta é um vício motivado pelo prazer. Converse com um ciclista e ouvirá a paixão pelas situações vividas com ela, pelos “causos” propiciadas pela sua bike. Pela docilidade com que responde aos seus ímpetos, mesmo que custe até um belo tombo.
Perdoem-me os aficionados pela caminhada, mas nunca ouvi alguém declarar amor ao seu tênis ou a sua mochila. Até pelo contrário, muitos dos relatos que li sobre as peregrinações a pé do caminho de Santiago reclamam da bota, do tênis e das bolhas.
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terça-feira, 13 de abril de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Perdendo Peso!
Hoje, cravado na balança, estou com 116,3 kg. Comecei o tal do regime há 33 semanas pesando 134,3 kg.
É uma agonia perder peso e fazer exercício.
Além de doer todos os músculos, dói o estomago de fome. O único exercício que seu corpo efetivamente pede chama-se “assalto noturno a geladeira”.
A perda de peso no começo até que é fácil. No meu caso, perdia quase um quilo por semana.
Os exercícios! No começo além da preguiça, da câimbra, dos pretextos para não sair de casa, se bobear teu corpo travava. Após algumas semanas acabei no hospital totalmente travado tomando Dramal.
Depois você se acerta, afinal se entupiu de antiinflamatório. Tudo vai bem, você emagrece e vem o tal efeito platô.
Este efeito é uma merda!!!! Você quase não come, faz exercício e o que acontece?
Nada! Não se perde peso. Parece que seu organismo fala: Você quer emagrecer, o problema é seu. Não me envolva!
E assim vai durante semanas. Nos meus regimes anteriores era o momento que eu desanimava. Após um monte de semanas o seu organismo vai te concedendo umas perdas de peso quase insignificantes, 300 gramas numa semana...
A vantagem que com o tempo você vai se endorfinando, você quer pedalar. E São Pedro começa a mandar chuva. Tudo conspira! emagrecer é uma paranóia!
É uma agonia perder peso e fazer exercício.
Além de doer todos os músculos, dói o estomago de fome. O único exercício que seu corpo efetivamente pede chama-se “assalto noturno a geladeira”.
A perda de peso no começo até que é fácil. No meu caso, perdia quase um quilo por semana.
Os exercícios! No começo além da preguiça, da câimbra, dos pretextos para não sair de casa, se bobear teu corpo travava. Após algumas semanas acabei no hospital totalmente travado tomando Dramal.
Depois você se acerta, afinal se entupiu de antiinflamatório. Tudo vai bem, você emagrece e vem o tal efeito platô.
Este efeito é uma merda!!!! Você quase não come, faz exercício e o que acontece?
Nada! Não se perde peso. Parece que seu organismo fala: Você quer emagrecer, o problema é seu. Não me envolva!
E assim vai durante semanas. Nos meus regimes anteriores era o momento que eu desanimava. Após um monte de semanas o seu organismo vai te concedendo umas perdas de peso quase insignificantes, 300 gramas numa semana...
A vantagem que com o tempo você vai se endorfinando, você quer pedalar. E São Pedro começa a mandar chuva. Tudo conspira! emagrecer é uma paranóia!
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domingo, 11 de abril de 2010
Por que Santiago?
O projeto de fazer uma peregrinação a Santiago da Compostela é antigo, penso nesta possibilidade desde 2002.
O que mais me atraiu para este projeto foi a pretensa dificuldade de executá-lo. Como eu, um gordo, com um IMC (índice de massa corpórea) acima de 40, ou seja, em plena obesidade mórbida, poderia fazer o tal caminho. Seria necessário perder peso e condicionar-me fisicamente.
Enfim, não estaria correndo atrás do rabo, participando daquelas seções horrorosas dos Vigilantes do Peso, freqüentando aqueles médicos endocrinologistas metidos a sapientes, cada um com sua metodologia infalível, e outras coisinhas a mais que fazem parte do calvário de um obeso.
Fazer a Compostela seria mais elegante. Seria uma meta, consagrada até com um certificado, a Compostelana! O atrativo deste projeto é que é de um non sense total!
O que mais me atraiu para este projeto foi a pretensa dificuldade de executá-lo. Como eu, um gordo, com um IMC (índice de massa corpórea) acima de 40, ou seja, em plena obesidade mórbida, poderia fazer o tal caminho. Seria necessário perder peso e condicionar-me fisicamente.
Enfim, não estaria correndo atrás do rabo, participando daquelas seções horrorosas dos Vigilantes do Peso, freqüentando aqueles médicos endocrinologistas metidos a sapientes, cada um com sua metodologia infalível, e outras coisinhas a mais que fazem parte do calvário de um obeso.
Fazer a Compostela seria mais elegante. Seria uma meta, consagrada até com um certificado, a Compostelana! O atrativo deste projeto é que é de um non sense total!
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